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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Criando um Backup simples no Ubuntu


Estava eu com meu Fedora 11-KDE e resolvi instalar o drive da Nvidia, mas depois de instalar, reiniciei o sistema e...modo texto... e modo texto. Simplesmente o ambiente gráfico KDE não funcionava e tentei fazer de tudo para voltar o que era antes, infelizmente não consegui. Fiz a reinstalação umas 3 vezes para tentar acertar, mas nada de bom aconteceu.

O responsável pela parte de video é o diretório /etc/X11, que contem o arquivo xorg-conf, que possui os parâmetros para a configuração do X, fiz Backup desse arquivo e restaurei e nada. Resolvi então pensar em uma solução que me faça tentar e tentar, nunca precisando formatar a partição e reinstalar o sistema. Descobri não somente uma maneira de backup, mas várias, e vou postar aqui a mais simples.


COMPACTADOR DE ARQUIVOS TAR


No Linux há alguns programas de compactação poderosos, que podem fazer milagres se usados da maneira correta. O TAR consegue compactar os arquivos mantendo a estrutura de diretórios e as permissões de arquivos. Imagine que você faça um backup, restaure e as permissões de arquivos tenham sido alteradas. A casa caiu!!! Bem, no TAR isso não acontece, porque devemos usar os complementos certos do comando para não destruir ainda mais nosso sistema. Vamos a que interessa.

CRIANDO UM BACKUP DAS PASTAS PRINCIPAIS DO DIRETÓRIO / (Em modo texto)

O comando é simples, basta você adaptar a sua distribuição, porque pode haver diferenças de nomes de diretórios em uma distro.

Inicie o PC em modo texto,faça login com seu usuário e depois entre como root:

sudo su
[senha]

Vá até o diretório raiz do sistema [/]
cd /

Digite o comando abaixo (caso esteja no Ubuntu ou derivados) e aperte [enter]

tar -cvpzf/backup.tgz --exclude=/proc --exclude=/lost+found --exclude=/cdrom --exclude=/media --exclude=/backup.tgz --exclude=/mnt --exclude=/sys /

Não entendeu?hummm...vamos lá.

#tar = É o programa de compactação que vamos usar nesse backup. No Linux, se não estou errado, ele vem como padrão.

#-cvpzf/backup.tgz = Esse é o complemento do TAR, onde:

c = Cria um novo arquivo
v = O TAR vai mostrar na tela aquilo que vai fazer (modo verbose)
p = Preserva as permissões dos arquivos (lembre-se desse cara!!!)
z = comprime o arquivo em gzip
/backup.tgz = / é destino e backup.tgz é o nome do arquivo que será gerado
--exclude=/PASTA_QUE_QUERO_EXCLUIR_DO_BACKUP = Esse parâmetro possibilita a escolha de uma pasta da raiz que estará fora do arquivo.


Exemplo1: (--exclude=/media) /media é onde ficam os dispositivos montados como HDs,CD/DVD e partições no Ubuntu

Exemplo2: (--exclude=/cdrom) se você tiver com um disco no drive de CD/DVD eles estarão acessíveis em /cdrom

Exemplo3: (--exclude=/backup.tgz) /backup.tgz é nosso arquivo de backup que será gerado na raiz, sendo assim, não queremos um backup dentro de outro.

Esse comando é bom para deixarmos uma pasta que sabemos que não vai influenciar na restauração do sistema. Você pode incrementar para as suas necessidades, pois as minhas são estas acima. Mas com certeza vai funcionar em qualquer Ubuntu e derivados. Em outras distros você terá que ver as semelhanças dos diretórios e adaptar os nomes. Sem mistério.

/ = Veja que no final do comando tem o [/] que é a raiz do sistema Linux. Aqui estamos definindo qual diretório estamos fazendo backup.

Exemplo1: Se você quer fazer um backup da pasta /home seria assim:

tar -cvpzf/backup.tgz --exclude=/proc --exclude=/lost+found --exclude=/cdrom --exclude=/media --exclude=/backup.tgz --exclude=/mnt --exclude=/sys /home

Exemplo2: Se você quer fazer um backup dos seus /home/Documentos seria assim:

tar -cvpzf/backup.tgz --exclude=/proc --exclude=/lost+found --exclude=/cdrom --exclude=/media --exclude=/backup.tgz --exclude=/mnt --exclude=/sys /home/documentos

Bem, o comando para criar o backup foi revelado, agora vamos para o comando que vai restaurar.



RESTAURANDO AS PASTAS DA RAÍZ [/]

Quando você ferra alguma coisa, ma maioria das vezes, é o modo gráfico que fica comprometido. Mas é em modo texto que precisamos para restaurar nosso sistema. Então vamos lá...

O comando é simples, basta entrar novamente como root em modo texto (se você perdeu o modo gráfico só terá essa mesmo):

Faça login com seu usuário e depois como root:

sudo su
[senha root]

Ir até o diretório /

cd /

Digitar o comando para terminar

tar xvpfz backup.tgz -C /

Espere o TAR terminar de descompactar e jogar os diretórios e permissões no seu lugar, dê um reboot e pronto. Você saberá se tudo acabou tanto na compactação como na restauração olhando o led do HD. Se não parar de trabalhar ainda está processando.

Você pode automatizar o backup e a restauração fazendo um shell script que contenha os passos para ambos. Caso tenha dificuldades em entender os comandos leia o manual do tar com o comando "man tar" (sem aspas) em um terminal.

Espero que tenha ajudado :)

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Atualizando o Fedora 11 para 12

Nem vou encher lingüiça com essa dica, porque isso nem tem muito oque falar. :)
Gostei do Fedora, mas as inovações estão mais evidentes no novo Ubuntu 9.10, que deixou o Microsoft Seven ultrapassado no tempo.

O Fedora 12 acabou de ser lançado oficialmente, mas o importante nesse sistema é o quesito segurança e facilidade de uso. Ter sempre a nova versão do sistema pode corrigir bugs da versão anterior, mas atualizar uma distro Linux tem suas diferenças

Atualizar o Ubuntu é coisa de criança...Fedora também. :) Vamos aos passos muito "difíceis" para essa tarefa.

Abra um terminal como root e digite:

yum install preupgrade

O comando acima instalará (caso você ainda não tenha) o software necessários para fazer a atualização do sistema. Depois digite o comando abaixo para chamar o programa:

preupgrade

Depois desses passos mortais seu sistema vai baixar os pacotes nos repositórios para fazer a atualização. Bem, espero que eu consiga instalar minha placa Nvidia no Fedora depois dessa atualização. aff

Até a próxima!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Fedora 11 - Mais fontes para o seu LInux


Quem curte escrever, trabalha com web ou parte gráfica não dispensa um bom pacote de fontes. No Fedora puro, depois da instalação, dá até pena, não tem nem comparação com o Windows ou outras distros Linux. As fontes conseguem estragar até os sites mais vagabundos que você possa imaginar. Mas esse pequeno problema é coisa do passado.

Se você já possui os repositórios do RPMfusion em seu sistema basta escolher os pacotes abaixo e ser feliz.

Pacote 1 = +/- 290mb (Abra um Konsole e digite o comando abaixo como root)

Esse pacote é gigantesco e só recomendo quem possui uma conexão de verdade.

yum install *-fonts* -y


Pacote 2 = +/- 22mb

Caso você não consiga ter coragem de encarar o pacote acima, instale este abaixo:

yum install -y xorg-x11-fonts* bitmap-fonts ghostscript-fonts

Pacote 3 (complemetar) = +/-3,5mb

Caso você tenha instalado algum pacote anterir, instale esse para complementar

rpm -ivh ftp://distro.ibiblio.org/pub/linux/distributions/peanut/aLinux-12.8/pkgs/contribs/RPMS/msttcorefonts-2.0-1.i386.rpm

Depois desses pacotes seu sistema estará pronto para ficar com um visual melhor.



Fedora 11 - Instalando o repositório RPMfusion


Antigamente para instalar um software em Linux era trabalho para Jedi ou você deveria ter alguma forte tendência para o lado negro da força. Hoje isso em muitas distribuições é coisa do passado, basta apenas um apt-get ou yum para acabar com o sofrimento.

Nem sempre o gerenciador de pacotes pode suprir um software especifico, porque ainda existe aquele que vai precisar do Jedi com conhecimento para instalar na unha, como nos tempos de Linux em puro modo texto. Um exemplo clássico é a instalação do driver da Nvidia em modo texto em muitas distros Linux.

No Fedora também possui um ótimo gerenciador de pacotes chamado yum, que instala e remove pacotes RPM do sistema. Os pacotes ficam em servidores que possuem um endereço, que podem ser adicionados nos gerenciadores de pacotes para que eles busquem o software que estiver disponível. Sem contar as constantes atualizações de sistema e softwares que podem ser baixadas e atualizadas automaticamente sem muito conhecimento do usuário.

Com essa solução, que ganha mais espaço nas distribuições, os gerenciadores de pacotes são parte do sistema, agilizando tarefas e aproximando novos usuários do Linux.

Como já sabemos, mesmo com um gerenciador de pacotes, às vezes não achamos tudo que precisamos, fazendo com que procuremos as soluções alternativas. No Fedora há uma alternativa de repositório que não deixa nada a desejar aos repositórios Debian (no meu caso), ele se chama RPMfusion. Esse repositório é a fusão dos repositórios Livna, Dribble e Freshrpms .

Instalando o repositório RPMfusion

Abra o Konsole e peça direitos de root (su -) e coloque a senha do root. Agora você é Jedi. :)

Digite os comandos abaixo como segue:

rpm -ivh http://download1.rpmfusion.org/free/fedora/rpmfusion-free-release-stable.noarch.rpm

Depois...

rpm -ivh http://download1.rpmfusion.org/nonfree/fedora/rpmfusion-nonfree-release-stable.noarch.rpm


O primeiro possui softwares free e o Segundo nonfree.

Agora você tem acesso a plugins para áudio, vídeo e uma porção de programas para suas necessidades. Linux é coisa de Jedi.

Fedora 11 - Instalando suporte para mp3




A primeira coisa que eu faço quando instalo qualquer sistema operacional é deixar ele no talo para rodar meus DVDs lotados de mp3 no PC. Um bom Player para Linux é o Audacious, mas ter um bom player desses não adianta nada, se ele não estiver preparado para roda o bom e velho formato mp3. :)

No Fedora isso quase me deixou louco, até eu descobrir que nem tudo é igual em mundo Linux. Bastou pesquisar 5 minutos no Google e mais 2 minutos para instalar o suporte completo para esse formato no fedora.

Instalando novos repositórios

Você precisará instalar os repositórios do RPMfusion para que o sistema possa ter acesso aos softwares proprietários que não fazem parte dos repositórios do Fedora. Segue abaixo como você fará esse trabalho complicado.

Abra um Konsole como root e digite:

rpm -ivh http://download1.rpmfusion.org/free/fedora/rpmfusion-free-release-stable.noarch.rpm

Depois…

rpm -ivh http://download1.rpmfusion.org/nonfree/fedora/rpmfusion-nonfree-release-stable.noarch.rpm

Quando tiver terminado em adicionar os dois, você já pode ter acesso a muita coisa que os repositórios oficiais não oferecem. :)

Instalando players e suporte para mp3 (os comandos devem ser digitados como root no Konsole)

Instalando o Audacious e suporte para mp3:
yum install audacious audacious-plugins-freeworld-mp3



Instalando Amarok e suporte para mp3
yum install amarok xine-lib-extras-freeworld

Instalando só plugin audacious:

yum install audacious-plugins-freeworld-mp3


Instalando só o plugin Amarok:

yum install xine-lib-extras-freeworld

Se tudo ocorrer bem você terá instalado um player de audio e o suporte ao formato mp3. Você não é obrigado a usar os players citados acima, mas é bom saber que os repositórios RPMfusion possuem a solução para um pequeno problema. Pesquise na net algum outro player e outras naneiras de chegar ao ponto final.

Fedora 11 - Migrando para um novo mundo


Quando se usa uma distribuição baseada em Debian as coisas parecem simples e sem mistérios, mas às vezes temos que migrar para conhecer novas idéias. Foi assim que resolvi instalar mais um sistema operacional em meu computador.

Resolvi optar pela distribuição Fedora 11, que é baseada em Red Hat. O Fedora tem suporte competente da comunidade, várias instituições de ensino usam a distro para promover o software livre e ensinar em salas de aula. Isso ajuda muito na popularidade do Fedora, criando fãs e curiosos que precisam comer mais e mais informações sobre o mundo Linux.

Fui até o site da distribuição ( http://www.projetofedora.org ) e baixei a ISO e queimei em um DVD e mandei bala no PC. A instalação requer um pouco de atenção, porque o idioma é o inglês, mas pode ser resolvido se você baixar o pacote de idiomas e reiniciar o Live-CD. Nada de complicação se você já tem intimidade em fuçar em seu PC.

Há dois ambientes gráficos para escolher, o Gnome e KDE. Escolhi o ambiente gráfico KDE para variar, porque no Ubuntu uso o Gnome já tem muito tempo. Não vou negar que nunca fui com a cara do KDE, mas a versão 4 está mais atraente e não me deixou perdido como achei que ficaria. Percebi que o KDE é bem mais fominha de recursos que o Gnome, consumindo no final da instalação e atualização 1GB RAM mole mole.
Claro, que tem muito haver com a arquitetura que a distribuição foi projetada, porque o Ubuntu é projetado para computadores a partir de i386, enquanto o Fedora é para i586.

Resolvi deixá-lo com tudo que instalei no ubuntu e ver as semelhanças e diferenças. Fiquei logo xingando tudo por conta da falta de suporte ao formato mp3 e outros formatos proprietários. Já viu amante de música ficar sem o volume no talo? :) Mas tudo tem uma solução e fiquei muito à-vontade com a distribuição.

Fedora é uma grande distribuição Linux e suas possibilidades estarão sendo postadas aqui no meu espaço. Espero conhecer muito sobre ela e levar a vocês um pouco que aprendo todos os dias.





domingo, 15 de novembro de 2009

VIM - Aprendendo editor em modo Texto no Linux - Parte 1



Muitos usuários quando começam em Linux se deparam com um baita problema quando o assunto é editar arquivos do sistema em modo texto. As soluções existem e se chamam vi, vim ou elvis. :)

Nomes estranhos e talvez uma homenagem sem querer ao rei do Rock (Rock and Roll forever!!!), mas o importante é que temos a solução, que requer um pouco de treinamento para dominar a ferramenta sem ferrar seu sistema. Vou passar o basicão que consegue salvar a vida em casos extremos.

Instalando o Vim

Por padrão todas as distribuições Linux possuem o editor Vi, mas fiz essa matéria baseando-se no Vim, que nada mais é, um vi melhorado. Muita coisa aqui pode ser usada no vi, vai depender do seu instinto de fuçador.Caso alguém não consiga usar os comandos aqui no vi podem comentar.

Instalando o vim em Debian(terminal como root):
apt-get install vim

Instalando o vim em Fedora(terminal como root):
yum install vim

1.0 - Um arquivo de teste para bangunçar

Primeiramente precisamos criar um arquivo de texto com um monte de besteiras para editarmos, depois vamos abrir um terminal e navegar até o diretório onde está o arquivo criado. Para abri-lo no vim dê o comando: vim nome_do_arquivo

1.1 - Vim Modo normal

No modo normal não é possível inserir caracteres no arquivo sem os comandos certos, mas podemos apagá-los e mover o cursor entre linhas.

Movendo-se no modo normal

L = move para direita
K = move para cima
H = move para esquerda
J = move para baixo


Obs: As quatro teclas estão lado a lado no teclado, facilitando o treinamento.

Deletando

x = deleta caractere selecionado com o cursor
dw = apaga do curso até o fim da palavra, incluindo os espaços
de = apaga do cursor até o fim da palavra
d$ = apaga do curso até o fim da linha
dd = deleta uma linha inteira
[n]dd = deleta várias linhas, onde "n" é a quantidade numérica.
Exemplo: 6dd = apaga 6 linhas inteiras
3dd = apaga 3 linhas inteiras

Desfazendo e restaurando ultimas edições

u = desfaz ultima edição (comando undo)
U = restaura a linha inteira
Ctrl+r (segurando Ctrl e digitando r) = desfaz os comandos undos


p = Comando put (colocar)
O comando put é usando para colocar uma linha removida com o dd em outra linha. É como se fosse um recortar e colar, onde você recorta com o comando "dd' e cola com o "p".

r = comando replace
No modo normal você pode corrigir os erros de edição com o comando "r" (replace). Coloque o cursor sobre o erro e digite "r", depois digite a correção.

Exemplo: ronato (Meu nome está errado, então coloque o cursor sobre a letra "o" e digite r(replace), depois digite "e")

c = comando chance e seus parâmetros (mudar)

cw = O comando "cw" possibilita editar uma palavra começando pelo cursor
Exemplo: Trenzonhi (coloque o cursor na letra "o" e dê o comando cw para editar o restante da palavra)
Resultado: Trenzinho :)

c$ = Possibilita corrigir o restante da linha partindo do erro

Exemplo: Eu só uxo Windows porque minha irmanzinha gosta do novo Windows Live Messenger. (pare o cursor no erro da primeira linha de dê o comando)

Eu só uso Microsoft quando preciso jogar Resident Evil 5 e matar uns locos com carabina. (escreva agora como na segunda linha. srsrrsrs)

i = entra em modo de inserção


1.2 - Modo de inserção

O modo de inserção é a opção onde você entrar com os caracteres para editar os arquivos. Repare que as teclas hjkl serão usadas nesse modo como qualquer outra na inserção de texto.

Para entrar em modo de inserção digite a letra i em modo normal.

Obs: Como vou saber se estou em modo normal ou inserção? Quando se está em modo se inserção, no final do editor aparece a mensagem --INSERÇÃO--, enquanto no modo normal não aparece nada.

Usando as setas

seta cima = move o cursor para cima
seta baixo = move cursor para baixo
seta esquerda = move cursor para esquerda
seta direita = move cursor para direita

enter = pula uma linha
space = avança
backspace = retorna

Entrando e saindo do Vim

[esc]:q![enter] = sai do modo de inserção e do editor vim sem salvar

[esc]:wq[enter] = sai do modo de inserção do editor vim salvando as alterações

Finalizando

Pouco? Vou postar mais sobre o editor vim na próxima.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Direitos de root sem pedir senha no Ubuntu 9.04

Essa dica é muito boa para aqueles que estão de saco cheio fazer uma tarefa como root, tendo sempre que escrever a mesma senha. aff :-)

Como todos sabem, para fazer uma instalação de software ou outra atividade administrativa no Linux, devemos estar como root. Em muitas distribuições o usuário root é habilitado como padrão, mas no Ubuntu ele é travado por segurança, fazendo você e eu colocarmos o comando "sudo" para fazer uma tarefa e depois colocar a senha de administrador. Eu vou passar a dica para eliminar isso para sempre no Ubuntu.

Quando queremos instalar um programa fazemos:

sudo su
(senha do administrador)
apt-get install amarok

ou

sudo su apt-get install amarok
(senha do administrador)

Sempre será assim no Ubuntu, mas há como mudar isso.

Entre em um terminal como root (já sabe né?) e vá em /etc e procure o arquivo sudoers. Dê permissão de leitura e escrita. Veja o exemplo abaixo:

root@linuxpc:/etc# chmod 666 sudoers

Agora o arquivo sudoers pode ser modificado para as alterações. :-)

Agora você pode abrir o arquivo para editá-lo com o gedit. Veja o exemplo abaixo:

root@linuxpc:/etc# gedit sudoers

Se tem preguiça de usar um terminal você pode usar o nautilus como root. Veja o comando:

root@linuxpc:/home/renato# nautilus

Com o nautilus como root, navegue até a pasta etc e ache o arquivo sudoers e dê permissão de escrita nele em propriedades.

Depois de abrir o arquivo, marque a ultima linha com # e coloque uma nova assim:

%admin ALL=NOPASSWD: ALL

Salve o arquivo e coloque novamente a permissão de somente leitura com o comando:

root@linuxpc:/etc# chmod 444 sudoers

No nautilus como root escolha somente leitura e pronto. Quando pedir direitos de root no terminal será root automaticamente.

Até a próxima!

Emulando o Playstation (PSONE) no Ubuntu 9.04

Mostrarei como colocar para funcionar o ePSXe 1.6 no Ubuntu 9.04. Mas serve para outras versões sem nenhum problema. Vamos aos passos necessários para 100% de aproveitamento desse ótimo emulador de Playstation (Psone).

Observações: O ePSXe não roda games de Playstation 2 (Tem sempre aquele que pergunta isso).


Baixando as ferramentas necessárias para começar


Download ePSXe 1.6

Primeiramente temos que baixar o principal que é o emulador, então segue o link para a versão 1.6. Vale notar que a versão 1.7 só tem para plataforma Windows.

http://www.epsxe.com/download.php

O emulador vem praticamente capado de plugins e bios, mas você pode caçar na internet algum emulador editado por algum usuário que disponibilizou para download. Tente a sorte e economize tempo. :-)


Download Plugins

Os plugins são a base para configuração do emulador de acordo com sua máquina. Há plugins que configuram o emulador em máquinas mais modestas ou em computadores mais parrudos. Vai depender de suas necessidades.


Plugins de Video:

Nesses links há alguns plugins de video para o seu emulador:

http://www.pbernert.com/html/gpu.htm

http://www.ngemu.com/psx/epsxe.php?action=plugins

http://www.google.com.br

Para aqueles que possuem GPU integrada recomendo o plugin de video P.E.O.P.S. GPU plugin v1.18. Esse plugin rodas os games em default na parte gráfica, podendo ser usado em máquinas mais modesta. Um ótimo plugin.

Para os que possuem GPU dedicada, o plugin Peter's XGL2 Driver 2.9 funciona muito bem. Um bom plugin para aqueles que possuem no mínimo uma Geforce de 128MB para rodar os games.

Plugins de áudio:

http://www.ngemu.com/psx/plugins.php?cat=1&os=win32&type=spu

http://www.pbernert.com/html/spu.htm

http://www.google.com.br

Escolher um bom plugin de áudio pode aumentar o gosto para jogar os games, sem aquelas falhas toscas de muitos plugins.

Eu uso o plugin Eternal SPU Plugin 1.41 que é disparado o melhor plugin de áudio para esse emulador. Nos dois sites acima você não vai achar, mas dou a dica abaixo:

http://www.google.com.br

É um ótimo plugin, mas é dificil de achar na net. Vai a luta.

Plugin de CD (Driver de disco):

http://www.ngemu.com/psx/plugins.php?cat=1&os=win32&type=cdr

http://www.pbernert.com/html/cdr.htm

Eu particularmente prefiro rodar os games direto do HD em formato .iso para ganhar velocidade sem as engasgadas do CD-ROM. Mas para aqueles que não sabem transformar o disco em formato binário fica aí a dica.

Bios (SCPH-1001.bin):

A bios é o arquivo mais chato de procurar, pois é propriedade da SONY e não é autorizado tê-la em mãos. Procure pelo arquivo SCPH-1001.bin no Google até achar algum salvador para download.

Joystick:

Hoje é bem fácil achar adaptadores USB para conectar o Joystick de PS2 no PC. Mas um Joy usb para PC cai muito bem. O ePSXe já conta com uma interface para configurar teclado e joystick, dispensando um Plugin, mas se você prefere procurar, o link abaixo resolve.

http://www.google.com.br


Dependência necessária para rodar o ePSXe 1.6 no Linux.


No Linux há sempre aquela dependência que estraga a festa do usuário na hora de executar um programa. Mas eu vou entregar mastigado para vocês a dependência que é usada pelo emulador ser executado 100%, sem contar que nos repositórios do Ubuntu e Debian não há mais sinal dela para baixar.

Primeiro:

Digite o comando abaixo para baixar algumas dependência para começar:

ap-get install unzip libgtk1.2-common libgtk1.2 libsdl-net1.2-dev libsdl-image1.2-dev libsdl1.2-dev

Segundo:

libstdc++-libc6.2-2.so.3 é fundamental para terminarmos de deixar o emulador redondo, mas ela não tem em repositórios oficiais. Como fazer então? Segue a resposta.

http://www.rpmfind.net/linux/RPM/index.html

O site acima é dedicado a pacotes em formato RPM, que não são compatíveis com as distribuições baseadas em Debian. Pesquise a lib no campo de busca e escolha a versão como na imagem abaixo:

Site rpmfind.net


Resultado da pesquisa no site rpmfind.net
Escolha a versão de acordo com a imagem (destacado em cinza)

Depois de baixado você terá que converter a imagem para o formato Debian, com o aplicativo Alien. Para baixar o Alien (caso você não tenha) abra um terminal como root e digite:

apt-get install alien

Depois de baixado, navegue até o diretório onde está o pacote RPM e dê o comando de conversão do pacote como root:
alien nome_do_pacote.rpm

No mesmo diretório será criado um pacote Debian com a lib que queremos.


Observação: Aprendemos a baixar o alien e converter um pacote RPM em Deb. :-)


Fazendo o ePSXe 1.6 funcionar


Jogando os arquivos em suas pastas


Depois de ter baixado o Emulador, vá até o diretório onde está o executável e digite o comando abaixo como root

chmod +x epsxe

Você está dando permissão de execução para o programa no terminal. Caso não consiga ainda, há a opção de clicar com o botão direito sobre o executável, indo em propriedades > permissões e marque a opção “Permitir a execução do arquivo como um programa”. Depois desses passos você já pode executar o emulador.

Você agora precisa jogar os plugins e bios nas pastas corretas, então faça como pede abaixo:


Plugin de vídeo → Pasta Plugins

Plugin de audio → Pasta Plugins

Plugin de CD-Rom → Pasta Plugin

Plugin de Joystick → Pasta Plugin

Arquivo .cfg de Video → Pasta cfg

Arquivo .cfg de áudio → Pasta cfg

Arquivo .cfg de CD-rom → Pasta cfg

Arquivo .cfg de Joystick → Pasta cfg

Bios → Pasta Bios

Raiz da pasta do ePSXe 1.6

O executável é o arquivo epsxe dentro da raiz.

Raiz da pasta do emulador ePSXe 1.6


Observação: O ePSXe para Windows não possui a pasta “cfg” na raiz do diretório do emulador. No Linux os plugins possuem dois arquivos, um é o plugin propriamente dito, enquanto o outro tem a extensão .cfg que dever ser jogado na pasta “cfg”.

Antes de configurar os plugins você terá que jogar a pasta como root (nautilus ou terminal) no diretório: /usr/local/bin

A pasta neste diretório ficará com uma pasta do sistema, então você poderá criar um lançador para seu emulador escolhendo o executável. Vai ficar assim:

Lançador em Aplicativos>Jogos


emulador ePSXe 1.6 em execução


Configurações dos Plugins

O meu ePSXe roda 100% tanto para gráficos como para áudio. Não uso o leitor para ler as mídias, mas crio uma imagem .iso dos games ou baixo já nesse formato.

Segue as configurações para Placa de vídeo Geforce


Segue as configurações para áudio



Game rodando no ePSXe






Você pode escolher Full screen, melhorar a resolução e alguns retoques se preferir, vai da escolha do usuário.


Espero que eu tenha ajudado com essas dicas.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Instalando drivers Windows de placas Wifi no Linux Ubuntu 9.04

Sofrer e sofrer e depois descobrir que é mamata, pior de tudo, você morre de raiva e depois fica se vangloriando que conseguiu. Não sou um expert em Linux, mas hoje dou meus pulos e fico muito feliz com tudo que acontece.

Tenho uma placa de rede sem fio, que por sinal, é uma excelente placa de rede. Mas o pior acontece quando você instala na sua máquina e funciona, até o dia em que você resolve fazer umas experiências com o Kismet na rede sem fio de um desavisado. ;-) Fazer experiências pode custar a perda de alguma coisa e foi isso que aconteceu com minha placa Wifi. Ela parou de funcionar.

Tentei de tudo para fazê-la voltar, desinstalei os drivers madwifi, voltei a reinstalá-los, desinstalei novamente, mexi em configurações, baixei o driver do site do fabricante e nada de nada. Não funcionava nem com macumba. Então...

Ndiswrapper

Foi pesquisando nos forums da vida que ouvi falar de um tal de Ndiswrapper. O nome é horrivel e nem tem muito sentido, mas esse menino salva a vida quando é solicitado. O Ndiswrapper consegue adaptar os driver de placa de redes sem fio originais do Windows para Linux e funciona perfeitamente. :-)

Observação: Fiz todo o processo abaixo depois de remover o pacote madwifi-tools usando direitos de root no terminal com o comando: apt-get remove --purge madwifi-tools. Mas você não gosta de escrever? Então vá em Sistemas> Administração> Genciador de pacotes Synaptic, no campo Busca Rápida procure o pacote e marque a remoção completa e aplique. Uuufaaa!!! Windownsman pena para fazer coisas simples.

Instalando o ndisgtk (Ndiswrapper)

Para instalar o Ndiswrapper via apt é só digitar o comando em um terminal como root (ou com direitos):

apt-get install ndiswrapper-utils

Mas depois instale a parte gráfica do software com o camando:

apt-get install ndisgtk

Você tem preguiça de instalar separadamente? Então digite o comando:

apt-get install ndiswrapper-utils ndisgtk

Ou se preferir no modo gráfico (Windows Stile) é só ir em Sistemas> Administração> Genciador de pacotes Synaptic, vá até o campo Busca Rápida e digite:

ndiswrapper-utils (marque para a instalação) e ndisgtk (marque para a instalação)

Depois que achou os pacotes, e marcou a instalação, pode aplicar.

Usando o Ndiswrapper

Caminho para Ndiswrapper

Execute o software e clique em Instalar novo driver
Depois vá na opção Localização e escolha o arquivo .inf do driver da placa

Veja abaixo o diretório onde está o arquivo .inf da minha placa
No meu caso o arquivo NetA3AB.inf é o drive que salvou minha placa Wifi da morte. Este driver que escolhi é do Windows XP, porque não consegui instalar o driver do Vista.

Espero ter conseguido ajudar alguém.





sábado, 17 de outubro de 2009

Traduzindo programas do ambiente KDE para o GNOME no Ubuntu 9.04.

Problema

Apanhar é bom e faz bem as vezes, isso na informática é valioso para o aprendizado. Resolvi instalar o K3B no meu PC, mas o software é original do ambiente gráfico KDE, então o sistema não consegue baixar as atualizações de idiomas para o software. Para resolver o problema fui buscar informação em forums sobre Linux e descobri que devemos baixar os pacotes de idioma do ambiente KDE e resolvido. Errado.

Os pacotes necessários para a tradução dos softwares do KDE são:

language-pack-kde-pt
language-pack-kde-pt-base

Depois de selecionado via Synaptic ou instalado via apt-get ele vai baixar as dependências necessárias para o pacote automaticamente. Mas...um erro aconteceu e me fez perder muito tempo para descobrir a solução. Veja abaixo a mensagem de erro no terminal:

--------------------------------------------------------------------------------------
Selecionando pacote previamente não selecionado language-pack-kde-pt-base.
(Lendo banco de dados ... 203774 arquivos e diretórios atualmente instalados).
Desempacotando language-pack-kde-pt-base (de
.../language-pack-kde-pt-base_1%3a9.04+20090413.1_all.deb) ...
Substituídos por arquivos no pacote instalado language-pack-pt ...
Desempacotando language-pack-kde-pt (de
.../language-pack-kde-pt_1%3a9.04+20090803.2_all.deb) ...
Substituindo arquivos no pacote antigo language-pack-kde-pt-base ...
dpkg: erro processando
/var/cache/apt/archives/language-pack-kde-pt_1%3a9.04+20090803.2_all.deb
(--unpack):
tentando sobrescrever
'/usr/share/locale-langpack/pt_BR/LC_MESSAGES/phonon_gstreamer.mo', que também
está no pacote language-pack-pt
dpkg-deb: sub-processo paste foi morto por sinal (Pipe quebrado)
Selecionando pacote previamente não selecionado kde-i18n-ptbr.
Desempacotando kde-i18n-ptbr (de .../kde-i18n-ptbr_4%3a3.5.9-0ubuntu4_all.deb)
...
Selecionando pacote previamente não selecionado kde-l10n-ptbr.
Desempacotando kde-l10n-ptbr (de .../kde-l10n-ptbr_4%3a4.2.2-0ubuntu3_all.deb)
...
Processando gatilhos para man-db ...
Erros foram encontrados durante o processamento de:
/var/cache/apt/archives/language-pack-kde-pt_1%3a9.04+20090803.2_all.deb
E: Sub-process /usr/bin/dpkg returned an error code (1)

--------------------------------------------------------------------------------------

No caso acima fiz a instalação do pacote language-pack-kde-pt-base, mas um erro fez o pacote ficar quebrado e nem tentando instalar o language-pack-kde-pt separadamente adiantou, isso porque um depende do outro. Se o usuário instalar um, o outro estará nas dependências do outro. Como resolver essa desgraça? Vou ser obrigado a ficar com meus programas do ambiente KDE em inglês? A solução é simples e deu até raiva quando descobri.

Solução

1 - Vá em Sistema> Administração>Gerenciador de Pacotes Synaptic (entre no aplicativo)



2 - No campo "Busca Rápida" digite: language-pack-kde-pt

3 - Marque o pacote e vá na opção Pacote>Forçar versão

4 - Em forçar versão há duas opções:

Jaunty Jackalpe
Jaunty

Escolha somente Jaunty e instale o pacote para terminar o sofrimento. :-)

Gerenciador de pacotes Synaptic


Você pode travar a versão para não atualizar para a versão Jaunty Jackalpe, evitando assim a quebra do pacote ou erros.

Depois de instalar o pacote vá em Sistema>Administração>Suporte a idiomas


Escolha o idioma para todos os aplicativos do ambiente gráfico e reinicie o PC. Resolvido.

Player de áudio Amarok em Português.

K3B - O melhor gravador de CD/DVD do Linux


Vale lembrar que mesmo o usuário fazendo tudo isso, alguns softwares possuem nativamente as configurações de idiomas.

Espero que eu tenha ajudado. Até a próxima!!!




domingo, 9 de agosto de 2009

Instalando plugin Java, Flash e outros no Ubuntu Linux.

Quando você instala seu sistema operacional Windows ou Linux, sempre há a necessidade de caçar os plugins para web. O plugin Java é importante para rodar os aplicativos desenvolvidos na linguagem Java e acessar sites da web compativeis, logo o plugin Flash é também um dos mais importantes. Mas caçar isso é um saco, então vou mostrar um comando para Ubuntu Linux que faz o sistema "apt" baixar e instalar sem dor de cabeça.

Abra um terminal com direitos de root e digite: apt-get install ubuntu-restricted-extras
Depois precione ENTER.

Feito isso, o sistema vai caçar nos repositórios da distribuição Ubuntu os plugins Java, Flash e outros. Mas e quem tem Windows? Bem, digita no google aquilo que você quer e vai a luta.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Gerando imagem ISO de CD/DVD através do Terminal

Cada dia que passa eu fico louco com o Linux, isso porque o bicho detona em quase tudo (games ainda fica devendo) na minha postagem anterior ensinei a instalar o AcetoneISO para gerar imagens binárias em formato ISO de discos, mas hoje vou ensinar a fazer do modo mais complicado. :-)

Abra um terminal como root e digite o comando:

dd if=/dev/cdrom of=/home/usuário/nome_da_imagem.iso bs=2048

Não entendeu? Vamos destrinchar o comando e vai ficar mais claro.

dd if=/dev/cdrom = é o caminho de origem, no diretório /dev/cdrom é onde está o seu disco que será convertido em imagem binária ISO.

of=/home/usuário/nome_da_imagem.iso = é o comando que mostra o caminho onde sua imagem será armazenada já com o nome que o usuário escolherá. Pode ser qualquer nome, você é quem decide. Home é a pasta onde ficam os usuários do computador, usuário é o nome do caminho onde ficam os arquivos do usuário logado. No meu caso seria assim:

dd if=/dev/cdrom of=/home/renato/nome_da_imagem.iso bs=2048

Veja que no comando acima estou salvando a imagem na pasta principal do usuário renato.

bs=2048 - Esse complemento diz que a imagem será gerada em blocos de 2 KBytes que tornará ela compativel com o formato ISO padrão.

Nem precisamos usar qualquer tipo de programa, já que, o Linux é de outro mundo.





domingo, 2 de agosto de 2009

Gerando imagem ISO de CD/DVD no Linux Ubuntu

Criar imagens de CD e DVD em Windows é uma moleza, mas também é coisa fácil no Linux. Me divirto com emuladores de Playstation no Linux e rodar os games direto do CD não é minha praia, sem contar os games de PC que rodam bem melhor direto do HD.

Vasculhando coisas novas pela Internet acabei achando um bom software para Linux que quebra o maior galho e tem alguns recursos extras. O AcetoneISO é um software que transforma CD/DVD em uma imagem fiel direto para seu HD, podendo ser emulado em emuladores de drive virtuais. O bom do AcetoneISO é que ele já possui essa função de emular leitores de CD/DVD, facilitando a vida.

Para instalar o software é preciso entrar em um terminal como root (sempre como root para qualquer instalação)e digitar: apt-get install acetoneiso

Depois da instalação vá em Aplicativos > Som e video e execute o AcetoneISO.

Imagem 1

O bicho é feio, mas aquilo que queremos ele faz e muito bem.

Imagem 2

O software é bem espartano, mas cria ISO e ainda consegue rodá-las atraves de Drives virtuais.

Imagem 3

Caso você seja um fuçador você pode modificar o conteudo da imagem e salvá-la depois.

Um ótimo software para gerar suas imagens ISO sem grilo.

Virtualizando o Windows Xp no Virtualbox

Virtualizado o Windows XP no Linux Ubuntu.

No meu exemplo vou usar o VirtualBox da Sun para instalar o Xp dentro de uma máquina com Linux, mas quem quer virtualizar o Linux no Windows pode seguir as instruções sem problemas, porque o Virtualbox tem versões para as duas plataformas.

Para Instalar o Virtualbox no Ubuntu ou Linux baseado em Debian é só abrir um terminal e digitar:

apt-get install virtualbox-ose

Aperte ENTER e deixe que o sistema baixe o software e instale-o.

Depois de instalado execute o software em Aplicativos> Acessórios


Imagem 1

Clique em “Novo” para começarmos a configurar a nossa máquina virtual.

Imagem2

Na imagem acima(imagem 2) clique em “Próximo

Imagem 3

Na imagem acima (imagem 3) vamos escolher a quantidade de memória nosso PC virtual vai ter. Temos que escolher uma quantidade de memória que não atrapalhe o bom funcionamento do computador físico, pois estamos retirando emprestado uma quantidade de memória dele para nossa máquina virtual. Eu escolhi para essa máquina 512mb de ram, que é mais que suficiente para o Windows XP, sobrando 2,5Gb para a máquina física. Depois clique em “Próximo”.

Imagem 4

Na imagem 4 temos que configurar nosso HD, onde ficarão o sistema operacional e nossos futuros arquivos. Clique em “Novo” e vamos para a próxima imagem.

Imagem 5

Na imagem 5 clique em “Próximo”.

Imagem 6

Na imagem 6 acima, você pode escolher um HD dinâmico que se expande de acordo com a quantidade de dados armazenado, ou um HD de tamanho fixo determinado por você. Eu escolhi a primeira opção. Depois clique em “Próximo”.

Imagem 7

Em localização você pode escolher um local especifico onde ficará o HD virtual e escolher seu nome. Em Tamanho escolhi a quantidade de 5GB para a instalação do Win Xp. Lembre-se que esse HD é expansível e irá aumentar sozinho de acordo com os dados armazenados posteriormente pelo usuário. Depois clique em “Próximo”.

Imagem 8

Na imagem 8 acima clique em “Próximo”.

Imagem 9

Na imagem 9 o PC virtual terá um HD 5Gb (dinámico) e 512MB ram. Clique em “Finalizar”.

Imagem 10

Na imagem 10 temos o resultado final, mas podemos utilizar hardwares físicos para deixar nossa máquina virtual autentica. Clique na opção em azul chamada “CD/DVD-ROM” e vamos configurar nosso PC virtual a usar nosso drive de disco físico.

Imagem 11

Na imagem 11 acima marque a opção “Montar Drive de CD/DVD” e escolha o dispositivo que corresponde ao seu leitor e CD/DVD. Clique em “OK” para finalizar.

Imagem 12

Vá agora na opção audio em azul na imagem 10 e vamos configuar o som, pois vamos usar a placa se som de nossa máquina física. Marque a opção “Habilitar Audio”, escolha o drive de audio ALSA e depois a Controladora de áudio, que é a sua placa de som. Clique em “Ok” para finalizar.

Você pode configurar disquete, mas isso já foi para outro mundo faz tempo, nem é preciso. Mas, fica a seu gosto.

Sua máquina está pronta, agora você pode seguir os passos para a instalação de um sistema operacional como se fosse em um PC real. Veja as imagens abaixo da minha instalação do Windows XP.

O meu XP roda suave e ainda posso usar a opção tela cheia, onde você esquece que está em um pc virtual. Quanto melhor for sua máquina, mais leve e rápido será seu “novo” PC.

O VirtualBox é um software gratuito e pode ser baixar na net em sites de download.

Virtualização

Experiências são comuns quando queremos conhecer algo novo, sendo assim, escrevi essa matéria pensando em alguns amigos que ainda possuem o medo da experimentação. Porque apesar de “o querer aprender” exista em cada um de nós, ainda há o medo de errar e acabar com tudo, ainda mais quando compramos um computador com tanto sacrifício.

Instalar um sistema é uma tarefa simples e cotidiana, podendo ser feita de modo real ou virtual. Vamos chamar real quando instalamos ele em um computador físico, seguindo todos os procedimentos para que o hardware receba o sistema que vá gerenciá-lo. O usuário configura o Setup da Bios para dar a primeira partida pelo leitor CD/DVD, coloca o disco do sistema operacional no drive, sendo ele Windows ou Linux, reinicia o computador. Daí em diante a instalação fica apenas em seguir os passos. Instalar o sistema operacional em modo real é aquilo que já temos visto durante nossa vida, um computador com o sistema rodando em um hardware real. Mas e a etapa virtual?

Na etapa virtual o sistema operacional é levado a pensar que está dentro de um hardware real, mas na verdade está rodando a partir de um software que simula totalmente ou parcialmente um hadware físico. Chamamos isso de emuladores. Lembram do emulador de Super Nes? O emulador de SNES faz com que os games rodem apartir de um software que imita o hadware físico.

A virtualização de sistemas opcionais hoje é muito usada em grande empresas, porque diminui custo e manutenção de hardware físico. O administrador pode simplesmente copiar aquela máquina virtual e levá-la para onde quiser, podendo implantá-la em outra filial, apenas adaptando as configurações para o novo ambiente.

Imaginem um grande supermercado, onde há usuários com seus computadores em cada setor, Pdvs (caixa) para registro de mercadorias, máquinas de consulta de preço espalhadas pela loja. Aqui nesse exemplo já seriam três servidores distintos, pois precisaríamos um servidor para os usuários, um para os consultores de preço e o ultimo para gerenciar os Pdvs. Agora pegue um hardware e virtualize tudo isso, diminuindo infra-estrutura física.

Para nós, a virtualização não chega ser para tanto, pois usamos mais para testar um novo sistema operacional ou usar os dois ao mesmo tempo, tirando proveito daquilo que os dois possuem de melhor. Mas para isso nós precisamos de um computador respeitável, com um bom processador e memória de sobra para dividir entre o PC físico e virtual.


SOFTWARES PARA EMULAÇÃO DE PC VIRTUAL

Vmware: O Vmware é um dos melhores softwares para criação de máquinas virtuais da atualidade. Ele é compatível Linux, Microsoft e outros, sem perda considerável de desempenho. O Vmware não emula totalmente um pc, mas usa os recurso físicos do computador, assim tem maior desempenho se emulasse por exemplo uma placa de som, memória ou video.

Virtual PC (Microsoft): O Virtual PC é da Microsoft, esse é um excelente software para criação de máquinas virtuais, só peca em ser quase totalmente compatível com Windows. Tentar instalar um Linux nele é morrer de raiva.

Virtualbox: A Sun desevolveu o Virtualbox, que também é um excelente virtualizador tanto para Windows e Linux. Usa uma interface amigável e não é tão pesado como o Vmware.


Perguntas idiotas sobre virtualização

Tenho o Linux, mas quero jogar Crysis. Posso instalar uma máquina virtual e instalá-lo no XP ou Vista e então jogar numa boa?

Cara, se você for usar virtualização para jogar games, esquece. Ainda mais Crysis que roda a 30 quadros por segundo em poucas máquinas na terra. Faça qualquer coisa, mas jogar um game de ultima geração é coisa de louco. Faça isso só se você quiser jogar games mais antigo e olha lá.

Vou desconfigurar meu PC se instalar um máquina virtual?

Se você sabe mínimo instalar um software e desinstalá-lo posteriormente, então não vai ter nada de ruim em sua máquina. Emuladores são softwares comuns que você instala desinstala sem grandes problemas, ainda são desenvolvidos por grandes empresas no ramo de TI, que não seriam idiotas de ferrar ninguém para se queimarem.

Depois dessa explicação, vou demonstrar no próximo post a instalação do VirtualBox no Ubuntu.

sábado, 9 de maio de 2009

Jogos para Linux 1º Parte: Emulando o Super Nintendo

A ERA 16 BITS - A era de ouro

Super Nintendo Entertainment System ou apenas Super Nintendo, foi lançado em 1990 no Japão com o nome de Super Famicom, para concorrer com o já poderoso Mega Drive da SEGA. O console prometia ser melhor que o Mega da SEGA, então provou com aquilo que interessa para os Gamers. Games fantasticos que são lembrados até hoje pelos marmanjos como eu. hehehehehe

Quem não passou a tarde depois da escola calejando os dedos em uma partida de International Super Star Soccer? Quem não enloqueceu com Final Fantasy VI e a saudosa Celes na sua performance na ópera? Quem não pirou em ver Chrono Trigger e seus multiplos finais em uma aventura alem do seu tempo?

Foram games assim que modelaram muita gente, que ainda hoje cultiva a admiração por games. O Super Nintendo foi um dos melhores consoles da industria e há ainda muitos games que muita gente nem chegou a provar, pois muitos deles sairam somente no Japão, e graças a muitos programadores esses games foram traduzidos para o Inglês, Espanhol, Italiano e até para o nosso Português. Vale a pena relembrar os velhos tempos.

E MULADOR ZSNES - Instalando no Ubuntu 9.04

A emulação do ZSNES é a melhor na opnião de muita gente, pois ele foi escrito em assembler puro, que garante uma maior interação com o hardware do seu PC. Sua interface não é linda, mas oque vale é otimização do emulador.

As versões do ZSNES tanto para Windows e Linux são iguais, a diferença é como você vai istalar na sua máquina. A versão do Windows é executável, enquanto a versão do Linux é instalável. Resumindo, você vai ter mais trabalho na versão do Linux. Mas isso não é problema em distribuições da familia Debian, já que o apt-get salva as nossas vidas.

Se você quer jogar uns games de SNES e matar a saudade, a primeira coisa é abrir um terminal como usuário root e mandar ver com o comando:

apt-get install zsnes

obs: Na imagem acima mostra eu pedindo permissão para ter direitos de Super Usuário Root como o comando sudo su, depois de digitar minha senha, eu me tornei o Usuário Root e digitei o comando para a instalação do ZSNES. O comando apt-get install zsnes fez a instalação do software buscando-o nos repositórios da distribuição Ubuntu.
Feito isso o sistema vai fazer o trabalho sujo para você. Mas se preferir você pode fingir que sente falta do Windows e fazer isso em modo gráfico indo em Sistema>Administração>Gerenciador de pacotes Synaptic.

Exemplo:


No Gerenciador de pacotes Synaptic há um campo de busca Rápida, só digite o nome do software que você quer, então marque a opção para instalar e sinta-se feliz. Pena que no Windows ainda não possui algo desse tipo, porque temos que procurar na net os programas, aqui no Linux você instala no conforto.

Depois de instalado o Emulador estara em Aplicativos>Jogos. Crie um atalho no seu Desktop se desejar ou abra daqui mesmo. No meu exemplo criei um atalho no Desktop mesmo.

Zsnes instalado e com atalho no Desktop



Depois de aberto o emulador é hora de configurar o bicho. Vamos lá!

Quando você abre o emulador há uma barra com opções (opções básicas):


GAME
Load (Procura um game em um diretório)
Run ( Roda o game se você parou com ESC)
Reset (Reinicia o game)
Save State (Salva o game em qualquer lugar)
Open State (Carrega o game salvo pela opção Save State)

CONFIG
Input (configura os botões do emulador no teclado ou em um joystick)
Video ( Ajustar a resolução do seu emulador)
Sound (Ajuste do som)
Paths (Aqui tem opções de plugins, caminho para salves de games, fotos)


Opção Video Resolução:

OBS: Eu escolhi a resolução de 640x560, mas você pode escolher a sua. As opções de resolução estão acompanhadas de 4 letras que abilitam determinada caracteristica a resolução. Exemplo: A resolução de 640x560 tem as letras ODR W, que significam O = OPEN GL (Biblioteca Gráfica), D = (Abilita os filtros na opção Filters), R= (aspecto da janel fica em 8:7) e W = ( Abre emulador em uma janela)

Opção Video Filtros:

Os filtros na imagem acima podem deixar o emulador sem o aspecto serrilhado, dando mais suavidade a imagem.

Opção Sound:
OBS: Na opção Sound Config modifiquei o valor do campo Sampling Rate para deixar o som com uma melhor qualidade. A Frequencia de 48000HZ deixa o som mais afinado na minha opnião.

Opção Paths:

Se você gosta de ficar tirando foto dos seus games, você terá que prencher o campo Snapshots com o caminho da pasta que você vai guardá-las. Eu coloquei um caminho no campo saves, para que os arquivos de progresso dos meus games sejam salvos em uma pasta que criei.

BAIXANDO UM GAME E RODANDO NO ZSNES

Um site onde há games para diversos emuladores é o Rom World. Veja o link abaixo

http://www.rom-world.com/

Depois que você baixou, crie uma pasta para colocar seu games. Não precisa descompactar os arquivos, já que o emulador lê roms em zip. Veja como funciona:

Abrindo um game em um diretório

Criei uma pasta no Diretório /home/renato/Rom Super Nes, para jogar os arquivos de roms.

Na imagem acima já estou dentro do diretório Rom Super Nes e mostra 4 games que baixei para esse teste. Vejam como ficou os games rodando.

Star Ocean (Traduzido para o Inglês do Japonês)



Castlevania X


Chrono Trigger ( Traduzido para o Português)



O Star Ocean só pude jogar depois que a emulação do SNES foi possivel, porque o game só saiu no Japão, então gente louca por games traduziu para o Inglês. Na próxima vou escrever sobre o ePSXe 1.60, o melhor emulador de Playstation 1 para Windows e Linux.